segunda-feira, 5 de julho de 2010

Vislumbres para uma Shalom

REUTERS BRASIL
1. Turquia diz que cortará laços se Israel não pedir desculpas;

FOLHA DE SÃO PAULO
2. Líder palestino nega avanços em negociações indiretas com Israel;
3. Mais de dez mil palestinos já cruzaram de Gaza ao Egito pela abertura de Rafah;



COMENTÁRIOS DO PROF. ALTAMIRO PAIVA
A Turquia vai cortar laços com Israel caso não receba um pedido de desculpas por conta de uma operação militar contra um comboio turco que levava ajuda humanitária a Gaza, disse o chanceler turco, Ahmet Davutoglu, a um jornal nesta segunda-feira.
A Turquia, que já foi o aliado islâmico mais próximo de Israel, disse por várias vezes que quer que Israel peça desculpas pela operação do dia 31 de maio, além do pagamento de compensações, que Israel concorde com um inquérito da Organização das Nações Unidas sobre o episódio e o fim do bloqueio contra a Faixa de Gaza.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, assegurou nesta segunda-feira que não houve avanços nas negociações indiretas entre palestinos e israelenses, que acontecem desde o dia 9 de maio com mediação dos Estados Unidos.
O governo do Hamas -- movimento islâmico que controla a faixa de Gaza -- afirmou neste sábado que mais de dez mil palestinos cruzaram a fronteira entre Gaza e o Egito pela passagem de Rafah, reaberta no dia 2 de junho após a crise internacional gerada pelo ataque de Israel à "Frota da Liberdade", matando nove ativistas no dia 31 de maio.
Concretamente, 10.531 pessoas passaram de Gaza ao Egito e 10.172 fizeram o percurso oposto, detalhou em comunicado o organismo de cruzamentos e fronteiras ligado ao Hamas. "Os que cruzaram de Gaza para o Egito eram pacientes precisando de tratamento médico, estudantes, pessoas que viajavam para outros países e que têm passaporte de outra nacionalidade", assinala a nota.
Já se começa a pressentir o reinício de entendimentos entre Israel e seus vizinhos. A Diplomacia começa a funcionar, e é necessária para construir-se a shalom, contudo, todas as decisões de Israel levam em consideração a segurança do seu povo. Não passaremos por novo holocausto.

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